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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Câncer, tem que ter peito prá encarar !

Sei que fiquei ausente tempo demais daqui, mas tive ( e tenho ainda) motivos muito sérios para isso.
A gente acha que certas doenças jamais atingirão quem a gente ama e protege, temos a falsa impressão de que serviremos de escudo protetor para essas pessoas, e quando a notícia chega , a gente desmonta, o mundo vira de cabeça para baixo, e a gente se dá conta de que somos impotentes, no mais alto grau de expressão!
Jamais imaginei que esse tipo de câncer fosse atacar alguma de nós, muito menos a minha "Tiquitita"
Mas aconteceu, foi diagnosticado dois focos na mama esquerda, e também na axila, ficamos sem chão, sem ar,sem reação, e confesso que cheguei a beira de ficar sem fé também, mas foi só um escorregão, Deus sabe que minha fé é maior que meu desespero.
A 39 dias atrás ela foi operada pela primeira vez, fez a Mastectomia Radical com implante de silicone, e nove dias depois teve de fazer uma cirurgia de emergência, pois por falta de informação entre as equipes ( médica e fisioterapia) os músculos das costas que havia sido costurados ao músculo peitoral para que pudessem colocar o implante se rompeu por causa dos exercícios que as fisioterapêutas indicaram, e ela quase morreu de hemorragia.

Mas graças a Deus hoje ela está se recuperando, perdeu a prótese na segunda cirurgia, mas está viva, e isso é o mais importante.
POr isso eu disse no título que tem de ter peito para encarar essa doença, ela chega silenciosa, e se a gente não tiver peito para encarar, ela vence a batalha.
Mas aqui ela não teve vez, e nunca terá, somos guerreiras, mulheres de peito, que vão à luta e não jogam a toalha.
À você Tiquitita, deixo aqui registrado o quanto te amo, e me orgulho de você!
Você nunca desanimou, nem ficou chorando nos cantos, pelo contrário, ergueu a cabeça e enfrentou sua batalha, com garra e coragem,e  por isso saiu vencedora, mostrou que precisa ter peito forte para encarar essa briga, e você teve, teve tanta  força que nos emprestou um pouco, e nos mostrou que não basta falar, tem é que mostrar para que veio, e você veio para brilhar, lutar, e vencer!

Minhas desculpas a quem por aqui tiver passado e não foi devidamente recepcionado, mas como viram eu tive um motivo mais que justificado para me ausentar.
Beijos,tão logo eu possa eu voltarei a postar, ok?
Wandinha

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sorteio Eu Crio e Invento com Janome

Olá!

Demorei para postar,pois a correria está grande, e quase não tenho tempo para mais nada, mas hoje não poderia deixar passar uma excelente notícia , tem promoção no blog da vancrisk arteira,e o presente será uma linda máquina de costura da Janome.

O link para a postagem do sorteio é esse aqui:

http://vancriskarteira.blogspot.com/2011/04/sorteio-eu-crio-e-invento-com-janome.html

Este é o selo da promoção, corram até o blog da Van, se inscrevam e participem.



Boa sorte para todas nós!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Tuty, Chiara e Mustafá, o trio do barulho!

Essa coisinha fofa é minha Tuty, uma Lhasa Apso que ganhei de presente de aniversário do meu marido.

Ela  está com 4 mêses e 18 dias, é super fofa, dá vontade de apertar, mas é também muito  arteira, adora me morder, ama de paixão meu marido, e seu hoby preferido e pular em cima do pobre do Mustafá,o nosso gato, e de brincar de pega- pega com a Chiara, nossa outra cadelinha, ela só não tira farinha é com a  Dhara, a cadelinha mais velha da casa, que  não gosta de ser pertubada.
Ontem ela foi ao seu primeiro banho no Pet Shop, demorei a criar coragem de deixar que mexessem nela, já li tanta coisa errada que fizeram com essa raça tosando e estragando a pelagem que enquanto não encontrei um que tivesse boas indicações e que eu visse o trabalho deles eu não deixei , mas ela  voltou espirrando e com o narizinho entupido, odiou o perfume que colocaram nela, e  não comeu enquanto eu não tirei os enfeites da cabeça dela,pode um trem desses? Tão novinha é já cheia de personalidade...ou seria birra? rs

Tuty foi o melhor presente que ganhei, e olha que no ano passado o maridão foi perfeito nas escolhas dos presentes, ganhei um carro, uma máquina de fazer pão, uma câmera,um excelente  som´para meu carro, 
 mas a Tuty ganhou de todos eles, ela era meu sonho de muitos anos.
Bom, aqui está o trio do barulho, falta a Dhara, que se esconde cada vez que a gente tenta fotografar, mas assim que der posto a foto dela também,


Ai que preguiçinha...rs

Pena que a imagem ficou embaçada, mas a Tuty  não ficou lindinha de florzinha na cabeça?

Mustafá  adora ser paparicado, e acha que é dono da casa...rs

Olha a cara de santinha dela...me engana que eu gosto...rs


Odiou andar de coleira...rs

Capas de caderno em EVA

Como as aulas começaram resolvi fazer algumas capas de caderno em  EVA, espero que gostem.
 Pena que as fotos não ficaram boas, ainda não domino muito bem minha câmera nova, tem muita coisa nela que eu ainda não sei mexer, tecnlogia avançada X idade avançada é fogo, né? rs






quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Promoção no blog Arte e Mimos da Priscila Cunha

Tem promoção nova no blog Arte e Mimos da Priscila Cunha,um kit maravilhoso, não percam essa chance, corram lá e se inscrevam, eu já estou participando.
Este é o link da postagem da promoção, acessem e se inscrevam.
http://pripri-artmimos.blogspot.com/2011/02/quem-quer-mais-sorteio-de-kit.html


Abaixo a lista do que vai no kit.

- Duas revistas Trabalhos em feltro da Editora Minuano
- Uma revista Fuxico Passo a Passo da Editora Casa Dois
- Duas apostilas Arte & Mimos, Páscoa e Decoração infantil
- 3 pedaços de feltro liso Santa Fé 30x35cm
- 3 pedaços de feltro estampado Santa Fé 30x35cm
- 3 pedaços de feltro estampado Mix Criativo
- 2 pedaços de tecido Fernando maluhy 30x35cm
- 5 meadas Maxi Mouliné da Círculo
 
Olhem a foto do Kit
 


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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sorteio Cesta de Gostosuras da Manuvilha!

Gente, mais um sorteio, e dessa vez a cesta vem recheada de gostosuras...hummmmmmmm

Dá uma passada no blog da Manoela  Nunes e se inscrevam,eu já estou concorrendo...uhuuuuuu!!!





domingo, 20 de fevereiro de 2011

PONTOS DE VISTA

Uma indústria de calçados no Brasil desenvolveu um projeto de exportação de sapatos para a Índia. Concluído o plano, mandou dois de seus consultores a pontos diferentes daquele país para fazer as primeiras observações do potencial de mercado naquela região.
Após alguns dias de pesquisa, um dos consultores enviou o seguinte fax à direção da indústria:
— Senhores, cancelem o projeto de exportação de sapatos para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos.
Sem saber desse fax, alguns dias depois o segundo consultor mandou o seu:
— Senhores, tripliquem o projeto de exportação de sapatos para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos, ainda.
A mesma situação era um tremendo obstáculo para um dos consultores e uma fantástica oportunidade para outro.
De igual forma, tudo na vida pode ser visto sob aspectos diferentes. A sabedoria popular traduz essa situação com a seguinte frase:
Os tristes acham que o vento geme; os alegres e cheios de espírito afirmam que ele canta. (Ou: O pessimista olha pela janela e só vê lama; o otimista, da mesma janela, só vê estrelas brilhando).
O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos. A maneira como encaramos a vida é que faz toda a diferença.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Um Apólogo



Um Apólogo


Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora?  A senhora não é alfinete, é agulha.  Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
— Mas por quê?
— É boa!  Porque coso.  Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você?  Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser.  Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco?  Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas?  Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: 
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico. 
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!
 

Machado de Assis

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Tem coisa mais gostosa que o colinho da mãe?

Tem coisa mais gostosa que o colinho da mãe? Tem não, né?
Olhem que coisinha mais fofinha esse filhotinho!

Ah, como eu queria poder me aninhar no colo da minha mãe novamente, mas infelizmente ela não está mais entre nós....saudades da senhora mãe....muitas saudades mesmo!


Post miguxês - Animais fofos (fotos)

A gente se acostuma

Andei sumida por tempo demais, né?
Mas posso garantir que não foi por querer, ou por desinteresse, foi apenas por me acostumar a ter tantos problemas, e a tentar achar solução para eles, que o tempo passou, e eu não consegui resolver nem 1/10 deles, por isso começo esta nova postagem com esse texto, que vem bem a calhar .
È verdade, a gente se acostuma a ver a vida passar, o tempo esgotar, os sonhos se desfazerem, mas o que importa mesmo é a gente dar uma guinada e voltar ao ponto onde os sonhos alimentam nossa alma.
Bom dimais estar aqui novamente!
Beijos
Wandinha


Imagens de flores exotic


Marina Colassanti

Eu sei que a gente se acostuma.
Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor.
E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz.
E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.
A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo.
A comer sanduíche porque não dá para almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos.
E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz.
E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita.
E a lutar para ganhar com que pagar.
E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer fila para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes.
A abrir as revistas e ler artigos.
A ligar a televisão e assistir comerciais.
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros.
À luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam à luz natural.
Às bactérias de água potável.
À contaminação da água do mar.
À morte lenta dos rios.
Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo.
Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.
A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele.
Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.